
Após 24 anos algumas coisas não mudaram e eu acho que não vão mudar. Não em mim, mas no nosso convívio. Continuo vendo suas mesmas atitudes que ainda conseguem fazer uma mulher de 24 anos se retrair e calar. E olha que consegui me emponderar, deixar a timidez pra lá, externalizar meus sentimentos que antes eram tão guardados, hoje eu consigo falar, me tornei alguém mais carinhosa, bem menos fria, sei quem eu sou, consigo resolver meus problemas e aquelas crises internas que me deixavam sem chão. Mudei tanto e continuo mudando. Aprendi que temos que nos tornar melhores, primeiro para si e depois para as pessoas que dizemos tanto amar. A vida é uma eterna adaptação a momentos, fases, ambientes, indivíduos. A gente se reinventa, temos essa capacidade de evolução e graças a Deus por isso! Nem consigo imaginar ser a chata que eu era há cinco anos. Mas você, você parece nunca mudar e nem faz questão de pelo menos querer. Algumas vezes ainda consegue me lembrar de como é ser aquela menina frágil que desmontava e morria de medo apenas com um olhar seu. Gosto tanto quando você se encontra vulnerável, por que nesses momentos você é alguém puro, sem armadura. E ai eu te escuto falar das dores que a vida te trouxe e consigo me aproximar de você, em contrapartida, odeio quando a sua sobriedade aparece, desse jeito eu só quero ficar na minha pra não me sentir mal com as suas palavras muitas vezes tão duras. Certa vez ouvi uma frase que me fez lembrar tanto de você que em síntese é isso: Eu te amo, te amo demais, mas não consigo gostar do jeito que você escolheu pra ser o seu.
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